como os de filipos no início do século
Muita coisa tem acontecido durante a história da Igreja de Jesus Cristo e o que eu tenho sentido é que nestes dias a Igreja tem passado por algumas coisas que os filipenses estavam passando no período do primeiro século.
Agora, fica inevitável não deixar a pergunta: Estamos regredindo ao cometer os mesmos erros de nossos pais? Ou somos tão frágeis que nem sequer conseguimos vencer as dificuldades mais básicas e também mais antigas da época e da história da Igreja?
O fato é que nos dias de hoje nós, os cristãos, não estamos pensando a mesma coisa sobre o mesmo assunto, nós não estamos pensando do mesmo jeito; com as mesmas intenções. Estamos tão imersos em nós mesmos que nem sequer temos tido o mesmo amor, quanto mais sermos unidos de alma, tendo o mesmo sentimento.
Alguns poderiam dizer: E daí? Grande coisa! Se nós não temos conseguido ser assim, paciência. O importante é tocar o barco pra frente!
Tudo bem! Mas tocar de que jeito? Como é que estamos tocando o barco e tocando pra frente, se nós não estamos vivendo em união? União de pensamento; de intenções; de alma; de amor; de sentimento.
Como vamos tocar o barco pra frente se continuarmos a ser partidaristas? Como vamos cumprir a vontade de Deus se continuarmos a fazer as coisas por vanglória? E não por humildade?
Como é possível atingir os objetivos de Deus se cada um de nós só tem defendido o seu lado?
O povo de Deus está, nestes dias, necessitando ser humilde diante de Deus e diante dos próprios irmãos.
Estamos necessitando reconhecer as nossas limitações uns para com os outros. Não podemos viver com num baile à fantasia, onde cada um assume externamente uma forma diferente daquilo que realmente é. Este tipo de comportamento trava o Espírito. Este tipo de comportamento tem destruído o lado genuinamente espiritual da Igreja, pois tem todo um discurso de profundidade e espiritualidade, mas no fundo não passa de aparência, de superficialidade e, Deus não olha como o homem, pois Ele olha o coração. Ele esquadrinha as intenções dos corações e as põe a prova.
A Igreja precisa parar de tentar agradar os homens. A Igreja precisa parar de ser guiada pelos conselhos dos homens; pelos padrões dos homens; pelo juízo dos homens.
A Igreja precisa se voltar para Deus; para a sua vontade, para o seu coração.
A Igreja precisa se voltar para Jesus e para o seu exemplo, pois Ele subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus, antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz.
























